sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PEZÃO TRABALHA, E VAI À LUTA


Não é nenhuma novidade que o governador Sérgio Cabral esteja mal na foto. Está mesmo. A difícil equação política para seu vice-governador e pré-candidato ao governo do Estado, Luiz Fernando Pezão, será demonstrar que, embora tenha essa função institucional, que goze de plena confiança do governador, que tem força na Secretaria de Estado de Obras, que, embora cumpra praticamente a mesma agenda do governador, que, com tudo isso, e ainda sendo o nome escolhido para disputar pelo PMDB o governo do Estado, ele é diferente, tem sua própria maneira de fazer as coisas e que suas ações estão carregadas de sua digital e não necessariamente da do governador, embora esteja falando do mesmo governo. 

Não, definitivamente não é uma tarefa simples para Pezão e sua equipe de campanha, mas precisa ser feito, dito e, acima de tudo, provado. E tudo sem deixar sequelas, sem provocar ranhuras internas. Não se convence o povo só pelo marketing, é preciso provar as coisas. Esse é o seu desafio maior.

Pois bem, isto posto, importante destacar uma particularidade desse homem público interiorano. Pezão emergiu de uma cidade pequena, Piraí, no Sul do estado. Quando prefeito local, seu destaque foram dois, em meu entendimento, o de ter ficado conhecido em Brasília pela insistência com que apresentava projetos e pedia ajuda financeira, seja por transferências diretas e convênios ou por meio de emendas parlamentares; e o da gestão empreendedora e desenvolvimentista que fez na cidade. Todos os indicadores oficiais e conhecidos da época demonstravam que sua gestão fazia a diferença.

Agora, nas prévias dessa disputa maior, ao que parece, terá dois adversários com históricos absolutamente diferentes e igualmente importantes, sendo que o ex-governador e deputado federal garotinho consolidou sua imagem de gestor que faz pelo interior, e o petista Lindbergh governou numa das maiores cidades da região metropolitana do Rio, Nova Iguaçú, na Baixada fluminense. Nesse sentido, por opção de trabalho, não sei se pessoal ou orientado pelas pesquisas de opinião, Pezão é quem cuida do relacionamento com os municípios, enquanto Cabral se dedica aos grandes contratos e contatos - e vai sendo alvo de denúncias cada vez mais, a mais recente é a de uma possível oferta milionária e escusa em sua essência ao partido Solidariedade, que o MPF investigará.

Nessa de ter um perfil mais voltado ao conceito municipalista, o vice-governador Pezão ressalta o fato de estar pilotando a assinatura de convênios, que, segundo ele, estabelecidos numa meta, hoje completará ao menos um para cada um dos 92 municípios do estado, não importando a que governo pertença o prefeito. Pezão, sabedor das dificuldades eleitorais que enfrentará, tem se reunido com prefeitos - por regiões do estado e, com eles, elabora um plano de investimentos para este ano de 2014, discute projetos em comum, trata de consórcios intermunicipais, auxilia na busca de dinheiro extraordinário por meio de convênios, enfim, vai tocando sua agenda institucional pra frente, podendo, por óbvio, colher disso, dividendos políticos com lastro eleitoral. É com trabalho que se convence, não com discurso, nisso ele está correto.
É o jogo!
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10h55min.  -  adelsonpimenta@ig.com.br

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

CEDAE: O LEILÃO DA VERDADE


No jornal O Globo ((08/01/04), uma matéria escrita pelos competentes jornalistas Célia Costa e Diego Barreto, sob o título: "Cedae é alvo de milhares de consumidores", consta que milhares de consumidores buscaram a justiça nos últimos anos por causa de problemas no relacionamento com a empresa de saneamento do Estado, a Cedae. Para tentar resolver o problema da falta de água no estado o governador anunciou um investimento de R$ 200 milhões. Além disso, segundo o governador, a Cedae poderá investir mais em algumas regiões depois da realização de uma Parceria Público-Privado - PPP. O anúncio, todavia, basta ler a matéria, se refere às regiões de Itaboraí, São Gonçalo e Baixada Fluminense. Para as regiões da Costa Verde e Sul Fluminense, nadica de nada.

Particularmente, entendo que os prefeitos das cidades que operam parcial ou integralmente com essa concessionária do Estado, devem informar à Comissão de Valores Mobiliários - CVM, com ciência ao Tribunal de Contas da União - TCU, e do Estado - TCE, e também ao Ministério Público Estadual - MPE e Federal - MPF, sob quais condições suas populações estão sendo atendidas pela CedaeA Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgotos (Abcon) também deve ser acionada judicialmente para se posicionar, afinal, é o fórum que representa o lado do investidor. O que não pode é deixar que as coisas continuem como estão, com desabastecimento e falta de infraestrutura.

Ao mesmo tempo chamo pela atenção entidades de classe como o Crea/RJ e a Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro - SEAERJ, além da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB/RJ, que, de posse da informação de que a Defensoria Pública do Estado do Rio está entupida de procedimentos contra a Cedae, visto que o órgão representa uma rua ou um bairro inteiro, isso representa insegurança social. 

A falta de água e a sua cobrança indevida é um atentado contra o interesse público; o conhecimento dessa situação, aliado a falta de investimento e ausência de punição é omissão dos órgãos competentes, logo, crime. A população está reclamando, acusando a desassistência governamental, pergunto: Onde está o Poder Público e os profissionais que lidam diretamente com essa questão? Vejo a Cedae falar em "negócios". Mas, os R$ 200 milhões anunciados pelo governador do estado do Rio de Janeiro são conhecidamente insuficientes para sanar tantos gargalos nessa área, e estão desacompanhados do necessário, obrigatório e exigido Plano Estadual de Saneamento Básico, além da falta de um Plano Diretor Estadual dos Recursos Hídricos. 

A minha impressão é a de que alguém está leiloando a verdade, mas isso vai acabar fazendo água.
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14h55min.    -     adelsonpimenta@ig.com.br

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O ANO DO TUTUCA


Declarado e orgulhoso filho de Piraí/RJ, o deputado estadual licenciado e titular da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, com ascensão política meteórica, Gustavo Tutuca, teve a sorte de cair no lugar e na hora certa, mas, fundamentavelmente, tem demonstrado extrema capacidade executiva. 

Foi apadrinhado pela liderança do vice-governador Pezão, tem se mantido pela qualidade de seus serviços prestados à sociedade, e tem se destacado, reconheça-se, pela forma correta com que tem feito a gestão dos recursos públicos de sua pasta, interagido institucional e politicamente com os demais entes federados e, acima de tudo, pela forma inteligente com que busca expandir o conhecimento com olhar geográfico e não o geopolítico.

Sob sua digital, o Estado investe pesado em parques tecnológicos, na expansão da planta da Faetec e CVT, mais do que nunca descentralizando da região metropolitana - indo em direção as regiões interioranas, o que espalha as oportunidades de acesso à qualificação e consequente conhecimento. 

Os servidores de carreira do Estado, professores da Fetec conquistaram o Plano de Cargos e Salários - PCS, entre outros benefícios trabalhistas e da agenda social. Habilidoso e conhecedor dos atalhos na ALERJ, político agregador, Tutuca tem projetado seu nome de forma muito natural e consensual, calando, quando não sendo objeto de referência, até na voz de seus críticos.

Ao seu posto de trabalho, dado o prestígio que alcançou - e vem crescendo, recebe visitas protocolares e pedidos formais de prefeitos, vereadores e secretários municipais de ajuda para assuntos que as vezes até extrapolam seu ofício. Não se nega a contribuir, mas faz isso na dose certa, sem prometer o que lhe foge às mãos, sendo realista -e por isso é cada vez mais uma referência institucional. 

Não obstante, prefeitos o citam em entrevistas, rotineiramente. O governador Sérgio Cabral, que praticamente desconhecia o jovem Tutuca, hoje não abre mão de seus préstimos ao Estado - é de lá, de seu gabinete, que tem saído as principais notícias desta gestão, ultimamente. 

Recentemente, em um evento social de um clube da cidade de Piraí/RJ, que leva o nome do ex-prefeito local - e que é seu pai, o prefeito, Dr. Luiz Antonio, foi cirúrgico, como médico que é, ao dizer que: "O secretário Gustavo Tutuca representa mais que o Estado do Rio na função que ocupa, mas o interesse nacional em tecnologia, desenvolvimento humano no conhecimento na cidade da Copa". 

Mas, o interessante da história toda é o perfeccionismo do talentoso secretário de Estado, quando perguntado se tudo vai bem, responde costumeiramente que vai sim, mas que este é o começo de grandes desafios que há pela frente - de dar as respostas devidas e com qualidade à sociedade, ao povo. Responsabilidade é isso, penso eu, saber que está no caminho acertado, mas não perder a compreensão crítica das coisas.

Fica aqui o meu reconhecimento também.
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11 horas    -     adelsonpimenta@ig.com.br

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Parceria Público-Privado Político

Olá, boa noite.
Este é meu Artigo publicado no site do jornal regional 'Folha Vale do Café'. Espero que gostem e, acima de tudo, que sirva à reflexão e como ingrediente aos debates que porventura surjam. No link acima, além de ler este e os anteriores, é possível também conhecer melhor a página e desfrutar de informações exclusivas, muito bem elaboradas e de grande interesse social.


19h30min.     -     adelsonpimenta@ig.com.br

IBOPE: BRASILEIROS SABEM POUCO SOBRE REFORMA POLÍTICA


O Brasil acha a reforma política importante, mas sabe muito pouco sobre ela. Pesquisa Ibope/Estado mostra que dois em cada três brasileiros ouviram falar pela primeira vez do assunto ao serem interpelados pelo pesquisador - ou nem sequer conseguiram responder à questão - e menos de 1 em 10 entrevistados diz saber bem do que se trata. 

Apenas 36% disseram ter conhecimento de que se discute a reforma política. Saber que o debate existe não significa estar por dentro do seu conteúdo. Tanto que só 7% dos entrevistados se declararam bem informados sobre a reforma política. Outros 34% disseram ao Ibope estar pouco informados, e a maioria absoluta disse estar "nada informado" (52%) ou nem sequer soube responder (7%).

Considerando-se apenas os 41% que têm alguma informação (a soma dos "bem" e "pouco" informados), a maioria é favorável à realização da reforma política no Brasil: 39% concordam totalmente, 33% concordam em parte e 7% discordam. O resto ficou no muro (nem concordou, nem discordou) ou não respondeu.

Mas nem todos desses 41% teoricamente informados sabem dizer, espontaneamente, do que trata a reforma política. Um em cada três (28%) não conseguiu dizer nenhuma medida específica que esteja sendo discutida para reformar a política brasileira.

Na prática, sobram 30% de brasileiros que dizem ter algum grau de informação sobre a reforma política e sabem citar um exemplo do que está em debate. Os pontos mais mencionados por eles foram: acabar com suplente de senador, com as votações secretas no Congresso, com as coligações partidárias e com o voto obrigatório - todas essas na faixa de 20% a 23% de citações.

A seguir, os exemplos de reformas mais lembrados foram a realização de um plebiscito conforme proposto pelo governo federal (18%), mudar a forma de financiar as campanhas eleitorais (12%), reduzir o número de partidos (12%), realizar uma constituinte sobre o tema (8%) e outros menos cotados.

O Ibope perguntou então aos entrevistados quão informados eles estavam sobre sete pontos específicos da reforma política. As opções de resposta ("bem", "pouco" ou "nada" informado) foram convertidas em uma escala de até 100 pontos, que mede o grau de conhecimento do brasileiro sobre cada uma dessas reformas.

Voto secreto. O tema que se mostrou mais popular entre os brasileiros foi "acabar com o voto secreto no Congresso Nacional ou seja, permitir que todos possam saber como os deputados votam". Mesmo assim, marcou apenas 26 pontos num máximo de 100 na escala de conhecimento sobre o tema. Com os outros foi ainda pior.

"Acabar com suplente de senador" e "mudar a forma de financiamento das campanhas eleitorais" empataram em segundo lugar, com grau de conhecimento 22 em 100. Depois vieram "acabar com alianças entre partidos nas eleições de deputados" (20/100), "voto distrital" e "permitir candidatos não filiados a partidos nas eleições" (ambas com 18/100). A "lista fechada" para eleição de deputados e vereadores ficou em último lugar, com 16/100.

É levando-se em conta esse baixo grau de conhecimento dos eleitores sobre as propostas que se deve analisar o seu grau de concordância com cada uma delas. Usando-se a mesma escala de 0 a 100, o maior apoio dos entrevistados foi para acabar com as votações secretas no Congresso: 86 num máximo de 100. A seguir, com 85/100, vem o apoio ao fim dos suplentes de senador.

Acabar com as coligações partidárias nas eleições proporcionais marcou 81 pontos de apoio, e a permissão para candidaturas avulsas, ou seja, de pessoas sem filiação partidária nas eleições ficou com 72 pontos num máximo de 100.

Pelo baixo grau de conhecimento prévio das propostas, essas questões configuram o que se chama de imposição de problemática: a maioria dos entrevistados só toma pé do assunto após ser abordado. Isso significa que as taxas de apoio e rejeição estariam sujeitas a grandes variações caso a reforma política fosse popularizada via campanhas publicitárias durante a preparação para um plebiscito, por exemplo.

A pesquisa Ibope/Estado foi feita entre os dias 15 e 19 de agosto. Foram 2.002 entrevistas face a face, na residência dos entrevistados. A pesquisa tem abrangência nacional: foi feita em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. Sua margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.
Fonte: Estadão Conteúdo / via: A Tribuna
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15h13min.     -     adelsonpimenta@ig.com.br

domingo, 14 de julho de 2013

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO VIGIADO.

Minha estréia como colunista do importante jornal da região Sul Fluminense e Vale do Paraíba, 'Folha Vale do Café', já está na versão impressa e digital. O periódico está repleto de excelentes reportagens, abordagens sucintas sobre temas que envolvem diretamente a população das regiões compreendidas na cobertura do jornal, variedades, cultura, esporte, política, enfim. Não percam. Neste espaço, publico exclusivamente a coluna que está no jornal, nas bancas. Estou aberto para conhecer a sua opinião, basta enviar um e-mail.

Clique sobre a foto e visualize-a melhor


Leia abaixo o Artigo publicado no jornal

     Quero dar um salve a todos os leitores deste prestigiado jornal e deixar aqui o registro de minha intensa satisfação em poder contribuir com o processo de reflexão e de debate público sobre temas que tanto nos envolvem e nos apaixonam.
     Por oportuno e dever cívico, não posso deixar de dar um breve pitaco sobre o que penso em relação a essa questão do monitoramento americano sobre nossas relações virtuais, que,   segundo matéria do jornal O Globo (07/07/13), escrita pelos jornalistas Glenn Greenwald, Robert Kaz e José Casado, sob o título: "Na Teia da Espionagem", ficam bisbilhotando as nossas relações. Várias coisas podem ser ditas. 
     Particularmente, não entendo ser difícil que de fato tenha havido essa intromissão ilegal do Governo dos EUA contra nossa gente, nosso convívio, que, segundo a Presidenta Dilma, fere nossa soberania. Ora, eu mesmo faço monitoramento de redes sociais. Há softwares livres, pagos, métricas diversas, análises estatísticas, enfim, usadas por políticos, agências de publicidade, assessorias de comunicação, redações jornalísticas, não há limite. Esse monitoramento baliza, entre outras ferramentas e estratégias, a tomada de decisões. Daí para algo mais sofisticado é um pulo.
    Matéria do provedor de notícias na internet IG, diz que o FBI (Polícia Federal dos EUA) anunciou, três meses antes de explodir esse escândalo relacionado ao programa de monitoramento da Agência Nacional de Segurança Americana (NSA, na sigla em inglês) vazado pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, que é um americano que trabalhava numa empresa terceirizada para a NSA (sigla em inglês) - que planejava ampliar a espionagem do governo dos EUA via redes sociais. Segundo o conselheiro-geral do órgão, Andrew Weissmann, uma das prioridades do FBI para este ano é aumentar sua capacidade de monitoramento de dados do Gmail, Google Voice e Dropbox. As revelações foram feitas em março em reportagem da revista Slate .
     Não está muito claro o que de fato os americanos monitoram no Brasil. Segundo o Ministro das Comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, o embaixador dos EUA no Brasil, negou esse tipo de exercício, e, antes mesmo de sentar-se com os representantes do Facebook e do Google, estes já teriam adiantado que não cedem à governos dados de seus usuários. Isso e nada tem o mesmo valor.  O fato é que o Brasil passa por um momento importante e sua condição geopolítica é de liderança, e isso desperta interesses.
     O que está ficando escasso no mundo em recursos naturais, superabunda no Brasil, como petróleo e água, por exemplo. Em termos de ligações em redes por telefonia fixa e/ou móvel e pela internet, já estamos entre os maiores consumidores mundiais, logo, relacionamentos em que toda sorte de assuntos são tratados por conversas que trafegam sem muita segurança, e por relacionamentos sem qualquer segredo. Nossa Defesa é vulnerável, física e cibernética. 
     Há ainda os interesses econômicos. Segundo a Dra. Magda Chambriard, diretora da ANP. "se as empresas brasileiras falharem, estrangeiras ocupam", deixando claro que casos como o do Grupo X não devem afetar o apetite do mercado pelo leilão dos próximos blocos do pré-sal.  É o eu disse no começo desta escrita, não há redação conclusiva, qualquer leitura faz sentido. 
     Estamos descobertos, indefesos, vulneráveis, e só soubemos dessas coisas porque um americano resolveu delatar seu governo, para o qual trabalhava por meio de uma espécie de empreiteira - e que não suportou, segundo disse em entrevista, ver tamanha violação de privacidade; e não porque nossa intelligentsia  descobriu coisas que envolvem questões de Estado contra sua nação.
Até a próxima edição
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20h09min.     -     adelsonpimenta@ig.com.br

domingo, 9 de junho de 2013

PIRAÍ: EVOLUÇÃO NARRADA EM LIVRO

Olá, boa noite

Recebi um exemplar do livro "Piraí: Dos Caminhos do Café aos Caminhos Digitais", enviado à mim pelo Prefeito de Piraí, o socialista Dr. Luiz Antonio, pelas mãos do Secretário Municipal de Cultura, o competente jornalista e publicitário Charles Barizon, e li-o. O gestor público de cultura do Município me alertou que estava passando para minhas mãos uma obra de valor cultural e historiográfico dos mais inestimáveis, quando acrescentou que gostaria que eu conhecesse um pouco mais da força dessa sociedade e da importância dessas conquistas. 

É inegável a qualidade gráfica de apresentação e, o mais importante, a contextualização cultural exibida no livro. De excelente bom gosto, muito bem diagramado, o exemplar, que é de 2011, escrito pelos profissionais Franklin Dias Coelho, José Maria Campos Lemos, Maria Amélia Mello, Maria Helena C. Horta Jardim e Paulo Lamego, recupera e põe no seu devido lugar - um trecho dos mais significativos da evolução cultural e histórica de Piraí e seu povo, principalmente na forma como se deu essa transição de um modelo produtivo econômico para um modelo de convivência com o conhecimento. São 180 páginas com fotos que sublinham perfeitamente a narrativa e textos bem formulados e escritos de maneira absolutamente professoral, de maneira que está proposto ao público e aos estudos para qualquer faixa do estrato social. 

Piraí é hoje, sem qualquer sombra de dúvida, uma grande referência na política de inclusão digital e social por meio da tecnologia. Preparado para o mundo, o livro é escrito em duas línguas, português e inglês. A despeito de o município de Piraí já ter sido o único, na América do Sul, a ganhar o cobiçado prêmio Top Seven inteligente Communities (As 7 cidades mais inteligentes do mundo), conforme matéria do jornal Folha do Interior, os investimentos públicos não param. O Prefeito Dr. Luiz Antonio já prepara novidades na expansão do projeto, começando agora pela disponibilização de tablets para uso da população nas praças. A experiência começa com um ponto na cidade - e tende a evoluir na medida em que o interesse público for crescendo pelo serviço. Parabéns ao prefeito e ao Secretário de Cultura de Piraí pelo excelente trabalho, e obrigado pelo livro.
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19h07min.     -     adelsonpimenta@ig.com.br