O título é a chamada da excelente análise crítica feita por José Roberto Guzzo, na coluna Mundo Estranho, da revista ALFA deste mês (maio/13), à partir da pág. 104. Recomendo a leitura.
Um trecho do começo da abordagem:
"Dá para encontrar de tudo numa pesquisa de opinião: insanidade, bobagem, até desonestidade. Difícil mesmo é achar a verdade. Nunca, em todos os seus 10 mil anos de vida ou mais ou menos civilizada, o ser humano recebeu tanta informação sobre o que pensa, o que quer, o que tem, o que vai fazer, de quem gosta ou não gosta, em quem confia, em quem vai votar, quem aprovava, quem desaprova. Recebe dados precisos sobre a popularidade da presidente da República, do ex-presidente e de gente que não é uma coisa nem outra. O público é apresentado a questões sobre as quais não tem a mais remota ideia - das células troncos à calota polar, da nutrição orgânica à situação na Faixa de Gaza. É frequente, também, que peçam sua estimativa sobre coisas que não tem nenhuma condição de estimar. Os estádios brasileiros ficarão prontos para a Copa? Quem será o Papa? Quantos centímetros serão acrescentados à Ferronorte em 2013?..."
OPINIÃO
É instigante a linha de raciocínio apresentada pelo jornalista. Ele toma o cuidado em sua redação de não ser contrário a qualquer instituto de pesquisa nem confronta a importância do modelo científico de consulta, mas, inegavelmente, sua forma de colocar as coisas nos remete a reflexões que talvez não estejamos fazendo rotineiramente. Ele ilustra sua linha de raciocínio enfatizando: "A cada eleição fica provado que sondagens de voto são um cassino. Só dá para apostar na véspera - e com o coração na boca". Sem dúvida, os prognósticos vão se mostrando cada vez mais disformes.
De fato, as perguntas são feitas para a obtenção de respostas que mais se quer ouvir que as que se tem para ser fornecida pelo entrevistado, porquanto, as divulgações desesperadas dos pretensos candidatos a cargos eletivos, de indústrias voltadas para bens de consumo, enfim. Diria mais, nem sempre o resultado divulgado de pesquisas de opinião, seja lá qual for o assunto, dialoga com a percepção nas ruas - basta conversar com as pessoas para descobrir que não batem certos resultados apresentados, assim como se distingue muito das sondagens, monitoramento e enquetes feitas nas redes sociais sobre o mesmo assunto. Basta fazer a pergunta de um outro modo e pronto, o resultado já será outro, muito provavelmente.
Quem tiver um tempinho e condições de comprar a revista, vale muito á pena. Custa R$ 12,90. Há outras matérias e dicas de negócios, trata-se de uma publicação voltada para o público masculino, mas, como toda e qualquer revista, pode ser lida por todos. Essa parte, em específico, deixo por sugestão de leitura e reflexão.
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